O dia em que o dólar subiu

Tutty Vasques

01 Abril 2011 | 06h30

Como se não bastasse a repentina recuperação da moeda americana frente ao real, tudo indica que a qualquer momento Jair Bolsonaro pedirá desculpas a todos os negros e homossexuais que tenham se ofendido com as bobagens que andou dizendo no CQC. Acredite se quiser: de uma hora pra outra, o Brasil desistiu dos aviões de caça, cancelou a exumação de Tim Maia, conteve o crédito, derrubou o visto de entrada nos EUA e cassou a filha do Roriz. Sério!

Dá só uma olhadinha nos jornais: Kadafi foi capturado, o acidente nuclear em Fukushima sanado, a epidemia de dengue debelada, a censura ao Estadão derrubada e a inflação, enfim, afastada. Mais: a paz voltou aos canteiros das obras do PAC e Camila Pitanga parou de sofrer na novela das 9,
Engarrafamentos nunca mais! Acabaram, também, os flanelinhas, os pontos de alagamento, as saidinhas de banco, a fome, a corrupção, o flagelo do crack e o Big Brother Brasil. O trem bala saiu do papel, Gilberto Kassab voltou a falar coisa com coisa, José Alencar vive!

Salve o 1º de abril, Dia Mundial Sem Más Notícias! As boas, como se sabe, são todas de mentirinha.

(Resposta do Teste 1º de abril: b)