O Enem da ONU!

Tutty Vasques

05 Novembro 2011 | 06h38

ILUSTRAÇÃO POJUCANJustiça seja feita ao pessoal técnico do Ministério da Educação, que em última análise é responsável pela lambança dos exames, cabe aqui uma ressalva atenuante dos erros crassos cometidos em série no Enem: a ONU também não dá uma dentro!

Por exemplo: essa contagem de araque dos 7 bilhões de seres humanos do planeta, francamente, se fosse aqui no Brasil, o Ministério Público já teria pedido para anular a questão.

A ideia de dar a cada habitante da Terra um número por ordem de entrada em cena, premiando com tratamento de celebridade global o felizardo que chegasse ao mundo com o chassi 7.000.000.000, só poderia dar em confusão:

Além da recém-nascida filipina que tentou se proclamar no grito pouco antes da meia-noite do domingo passado em Manila, dois russos, uma indiana e outros tantos brasileiros cujos pais batizaram de ‘Setebi’ reivindicam a primazia da marca na imprensa.

Por muito menos, cá pra nós, o INEP está tendo que brigar na Justiça para evitar a anulação de 13 ou 14 questões da última prova do Enem.

Essas coisas a oposição não vê – ô, raça!