O fim do Velho Mundo

O fim do Velho Mundo

Tutty Vasques

24 de fevereiro de 2010 | 10h28

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A turnê mundial do fim do mundo deu uma passadinha devastadora na Ilha da Madeira, mas, que ninguém se iluda, a ideia é, até meados de março, sair varrendo a economia europeia pelas beiradas. De Funchal a Lisboa, como se sabe, é um pulo. Portugal, Espanha e Irlanda vão entrar para a história do desastre financeiro iminente no Velho Mundo como países periféricos ao epicentro do naufrágio do euro. A Grécia é o Titanic da vez!

De berço da democracia a túmulo da economia, a odisséia da civilização se encaminha para um desfecho medíocre e melancólico, sem heróis, deuses ou aquelas mulheres de Atenas que Chico Buarque cantava antigamente. Caberá aos arqueólogos do futuro determinar o que seria construção ou já era ruína quando houve a explosão do déficit fiscal na terra de Ulisses. Dificilmente encontrarão sob os escombros da Previdência a verdadeira dimensão da dívida pública que o país escondia da União Europeia pouco antes do fim do mundo que se espera para breve. É o tipo da história que, francamente, nem Homero tornaria interessante, né não?

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