O furo da última notícia

Tutty Vasques

16 de abril de 2010 | 09h21

ilustração pojucan

ilustração pojucan

A cobertura do fim do mundo está um fiasco! A imprensa segue feito barata tonta a impressionante sucessão de novas catástrofes nos quatro cantos do planeta, deixando descobertos para trás desastres que ainda não terminaram – pelo contrário, estão só começando. O “furo” do fim do mundo virou obsessão do noticiário.

Agora mesmo, quando os jornais correram pra China na pista dos escombros do terremoto em Qingahi, o vulcão nas geleiras da Islândia – aquele mesmo que já havia virado rodapé de página – fechou o espaço aéreo na Europa com uma nuvem de cinzas para apocalipse nenhum botar defeito. Nem Hollywood imaginou nada igual!

A imprensa não está preparada para cobrir o fim do mundo que se anuncia sortido. Duvido que algum jornalista saiba dizer, por exemplo, por onde anda neste exato momento aquele bloco de gelo maior que o Havaí, que se desprendeu da Antártida em fevereiro e, desde emntão, navega a uma velocidade de 13 quilômetros por dia. Na última notícia que nos deram a respeito, ele estava passando o Carnaval na costa da Austrália.

Ainda bem que o Tietê não é navegável, né não? O carioca, nesse aspecto, está bem mais vulnerável!