O futuro dos shoppings

Tutty Vasques

22 Janeiro 2014 | 08h01

reproduçãoMais cedo ou mais tarde, todo shopping center de São Paulo terá áreas exclusivas para rolezinhos e pancadões, de forma a garantir a quem se diverte comprando isso que o ministro-chefe Gilberto Carvalho chama de convivência pacífica com a “molecada da periferia” em busca de entretenimento para negativados.

Pode parecer maluquice um lugar assim, mas, convenhamos, tem coisa mais esquisita que uma praça de alimentação bombando? Sempre que cruzo uma por engano – você vem olhando as vitrines e, de repente, cai num formigueiro impregnado pelo cheiro de gordura –, fico imaginando a reação de um extraterrestre diante do burburinho ruminante da multidão. Eu, particularmente, sinto medo!

Nada que o ser humano – ô, raça! – não possa evitar olhando para onde anda. Os rolezódromos e pancadódromos de shoppings terão entrada franqueada a aficionados, mas o custo social do negócio poderá ser abatido em áreas VIPs com vista para a felicidade gratuita! Fica aqui a sugestão!