O golpe do falso beija-mão!

Tutty Vasques

29 Maio 2012 | 00h02

Pergunte a qualquer um em Brasília: a esta altura do ano eleitoral, você aceitaria convite para encontro com Lula no escritório doméstico do ex-ministro Nelson Jobim achando que só iria rolar uma social pós-convalescença do ex-presidente?

Para início de conversa, todo mundo na Praça dos Três Poderes está careca de saber que, depois daquilo tudo, Lula só recebe amigos no Sírio Libanês!

Se foi lá, quase sempre no setor de fonoaudiologia do hospital, que “o cara” se encontrou com FHC, Sarney, Kassab, Romário, Marina Silva, Ronaldo Fenômeno, Dilma Rousseff e o escambau, por que diabos seria diferente com Gilmar Mendes?

Cá pra nós, ao conferir o chamado de seu telefone celular na manhã daquela ensolarada quinta-feira, 26 de abril, o ministro do STF foi tão ingênuo quanto um desses velhinhos que caem no golpe do falso sequestro de parentes!

Ninguém poderia imaginar a proposta indecente que lhe aguardava – cobrança de prenda no julgamento do mensalão em troca de proteção na CPI do Cachoeira –, mas coisa boa, disso todos sabiam, não haveria de ser.

Gilmar Mendes é vítima nessa história! Coube a ele o papel de bobo, coitado! Os outros não têm desculpa!

Ou não!