O humor nos tempos de cólera

O humor nos tempos de cólera

Tutty Vasques

20 de julho de 2008 | 10h23

ilustração pojucan

Humor a favor é assim mesmo: nem quando é bem feito funciona. Ou o ilustrador Barry Blitt não teria passado a semana esclarecendo que sua charge para a capa da revista New Yorker não era contra – muito pelo contrário – o candidato democrata Barack Obama. Não há derrota pior para um humorista do que explicar a piada que fez: “A idéia de rotular Obama como antipatriótico e terrorista é absurda. Achei que, ao retratá-la, mostraria o quão ridículo são esses boatos.” Entendeu agora? Mal comparando, seria como se, para satirizar os clichês habituais de preconceito com Fernando Gabeira, a revista Piauí produzisse um desenho de capa com o candidato a prefeito do Rio vestido de tanga, sentado no colo de um negão, fumando um baseado, diante um pôster de Che Guevara, símbolo de sua origem de militância no MR-8. Imagina a decepção do capista ao ver o povo nas bancas apontando praquela bichona maconheira com pedigree de guerrilheiro. É de lascar!

Clique aqui para ler a íntegra do texto publicado no caderno Aliás do ‘Estado’

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