O inferno astral de Sarkô

Tutty Vasques

16 de setembro de 2010 | 06h02

ilustração pojucan

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Todo homem público tem problemas, mas igual ao Sarkozy, ultimamente, não é fácil de encontrar nem aqui, nem na China. Não tem essa de tempo bom para o presidente francês. Todo dia é dia de bomba no Palácio do Eliseu! A biografia não autorizada de Carla Bruni estourou no colo dele horas antes das ameaças de bomba à Torre Eiffel e à estação Saint-Michel do metrô. Carla, Uma Vida Secreta, da jornalista Besma Lahouri, não conta nada que Mick Jagger, Eric Clapton, Donald Trump, Kevin Costner e o próprio Sarkô não saibam – ou que não imagine todo homem que adoraria também ter sido um dia casado com ela. O problema é que, justo no momento em que a proibição da burca agita Paris, andam dizendo nas mesquitas da cidade que, pelas leis do Irã, o livro sobre a primeira-dama reúne provas suficientes para meia dúzia de apedrejamentos. Mole, mole! É humanamente impossível, mesmo para um homem de cinco cérebros, pensar ao mesmo tempo nisso tudo e, ao mesmo tempo, na greve-geral contra a reforma da Previdência. Como se já não bastassem as constantes quedas de popularidade e as reações internacionais para barrar a expulsão de ciganos da França. Por muito menos, o Jânio renunciou!

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