O lixão das vuvuzelas

O lixão das vuvuzelas

Tutty Vasques

28 de maio de 2010 | 09h29

reprodução

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Já que ninguém se sensibiliza mesmo com a tragédia da poluição sonora que se avizinha à narração de Galvão Bueno, resta aos incomodados mudar a tática de conscientização do problema. Os ambientalistas – ô, raça! – ainda não se deram conta de um outro aspecto desastroso oculto pela barulheira em questão: imagina quantas centenas de milhares de anos serão necessários para a natureza degradar no meio ambiente as milhões de vuvuzelas adquiridas em camelôs dos quatro cantos do mundo para a Copa da África do Sul.

Se, num cálculo pra lá de otimista, 70% dos torcedores do planeta jogarem suas cornetas de matéria plástica colorida no lixo logo após o Mundial, em fins de julho as vuvuzelas já serão incômodo ecológico tão grave quanto as garrafas pet, os sacos plásticos de supermercado e o pum da vaca. Ou se faz alguma coisa agora mesmo pela criminalização do negócio ou logo o ser humano estará discutindo a criação de cooperativas de catadores de vuvuzelas para reciclagem.

Pode parecer exagero, mas espera só começar a Copa do Mundo para sentir o drama nos ouvidos. Depois não diga que não avisei!

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