O lugar comum da genialidade!

Tutty Vasques

30 Maio 2013 | 06h12

reproduçãoSinceramente, não sei se é bom ser Sebastião Salgado! Pode parecer pura inveja da genialidade indiscutível do fotógrafo brasileiro que o mundo consagrou – o cara lá fora é quase do tamanho do Pelé e do Niemeyer –, mas sabe lá o que é conviver com a exaltação de seu talento a cada conversa, entrevista, jantar, festa, sessão de pilates, cafezinho, caminhada na praia ou encontro fortuito em qualquer parte do planeta?

Deve ter horas em que nem o Sebastião Salgado aguenta ser tão genial quanto os outros dizem! Elogios rasgados, declarações apaixonadas, lindo, exuberante, maravilhoso, emocionante, divino, só ouve coisas assim por onde quer que passe.

Ele merece, mas, como não há virtude no ser humano que ainda não tenha sido exaustivamente destacada em Sebastião Salgado, o pessoal acaba passando dos limites na tentativa de ser original na rasgação de seda.

Imagina o que ele não ouviu ontem ao abrir no Jardim Botânico do Rio a exposição Gênesis! Não é fácil!