O Lula é o limite!

Tutty Vasques

02 Setembro 2011 | 06h52

Salvo engano que costumo cometer aos montes, Dilma Rousseff teve um motivo especial para se afastar de Brasília nesta semana. A exemplo da faxina ética que interrompeu com receio de carimbar a sujeira da equipe de seu antecessor, não quis agora, no balanço da efeméride de seu oitavo mês no Palácio do Planalto, servir de evidência para o fato de que Lula viajava muito acima do necessário quando governava o País – daí o giro atual da presidente para acúmulo de milhagem.
Chega a ser comovente seu esforço para jamais deixar o ex-presidente de saia justa. Sabe que se fizer algo melhor que ele para o País, já viu, né? A base aliada fica amuada, faz beicinho, bate o pé, ameaça chutar o balde da governabilidade.

Pela lógica disso que a oposição chama de “herança maldita”, falta ainda à herdeira entornar umas caipirinhas e caprichar nos erros de concordância para evitar comparações que lhe sejam favoráveis quando completar um ano de Alvorada.

O que precisar fazer, Dilma fará para manter a coesão das diferenças que a unem ao Lula. Hoje à noite, por exemplo, eles vão juntos aprovar uma moção de apoio a José Dirceu no Congresso do PT, como se isso fosse a coisa mais agradável do mundo.