O mané do Camaro

Tutty Vasques

03 Agosto 2011 | 02h41

reproduçãoA polícia apurou que ele tinha bebido umas e outras, que dirigia em velocidade e que perdeu a direção antes de atropelar o canteiro da pracinha de São Bernardo do Campo. Como ninguém se machucou, o caso estaria encerrado não fosse um detalhe constrangedor na apresentação dos documentos do motorista à autoridade de trânsito no local do acidente: por que diabos o sujeito pilotava seu fabuloso Camaro de R$ 200 mil inteiramente nu da cintura pra baixo?

É o que todo mundo que leu a notícia gostaria de saber, mas há que se levar em conta a possibilidade de o próprio motorista desconhecer, sinceramente, os motivos que o levaram a assumir o volante e sair por aí vestido só de camisa na companhia solitária de uma garrafa semimorta de uísque.

Podia muito bem estar fugindo de assalto ou de flagrante de adultério. Quem sabe não tirou o domingo para pagar aposta? Capaz de ter sido vítima de brincadeira de mau gosto dos amigos após bebedeira ou, vai saber, é o prazer dele, ora bolas!

Taí, de qualquer forma, um motivo a mais para levar ao pé da letra a palavra de ordem “se dirigir, não beba”. Imagina, no dia seguinte, a gozação dos colegas de trabalho do mané do Camaro! Bem-feito, né não?