O país da urna eletrônica

Tutty Vasques

09 Outubro 2012 | 00h01

Com todo respeito à fama que conquistamos lá fora por causa do futebol, da bossa nova, do café, do carnaval, da caipirinha, do Paulo Coelho e da Gisele Bündchen, o que o Brasil tem de mais inigualável na atualidade são as urnas eletrônicas.

Modéstia à parte, poucas coisas no mundo – entre elas, talvez, o iPhone 5 e o time do Barcelona em seus melhores dias – parecem tão bem boladas quanto o nosso sistema de votação.

O Brasil funciona em dia de eleição como uma Ferrari ou um relógio suíço: tudo acontece sempre de maneira muito rápida e precisa entre a captação e a apuração de quase 140 milhões de votos!

Com a revelação dos primeiros resultados oficiais menos de duas horas após a divulgação das pesquisas de boca de urna, os analistas políticos de plantão nos canais de jornalismo ficam praticamente sem tempo para quebrar a cara em prognósticos na TV.

Ninguém nos Estados Unidos, onde escrutínio é praticamente uma carroça eleitoral, entende como pode o brasileiro levar 30 segundos para votar e duas horas preso no trânsito para chegar ao trabalho.

Quem dera tudo por aqui funcionasse como as urnas eletrônicas!