O país do UFC

Tutty Vasques

30 Agosto 2011 | 00h03

Na semana em que o time de Mano Menezes caiu para sexto lugar no ranking da Fifa, o UFC Rio consagrou a paixão do torcedor da seleção por outra modalidade de esporte: “O Brasil é o país do Ultimate Fighther”, descobriu Dana White, o americano que reinventou o “vale-tudo” no mix de lutas marciais MMA.

Se os grandes mitos mundiais dessa pancadaria saem de nossas comunidades carentes e, logo na primeira chance de aplaudi-los de perto, 14 mil torcedores – muitos vindos de outros estados – pagaram caro para incendiar a HSBC Arena, é natural que o dono do negócio já tenha planos para, logo, logo transformar o octógono em palco para multidões em São Paulo, BH, Manaus, Porto Alegre…

Eu sinto muito! Nada contra os socos, chutes, joelhadas e rasteiras de praxe, mas quando o sujeito que está por cima começa a esmurrar a cara ensanguentada e a orelha amarrotada do adversário recém desabado no tatame, minha vontade – juro! – é de chamar a polícia: “Tem um animal matando outro aqui na minha TV!”

Tudo bem, a graça está na sova – eu sei! -, mas será que não daria ao menos para interromper a luta quando ela vira briga de rua? Tudo, até violência, tem limite, caramba!