O palavrão a troco de nada!

Tutty Vasques

27 Setembro 2011 | 02h08

ilustração pojucanEm inglês, o rock tem o “f…” básico pra tudo! “F…” isso, “f…” aquilo, “f… mother f…”, não sai muito disso o discurso da turma do metal. Os rappers americanos também são bons nesta arte. Faz parte da cultura dos caras xingar a mãe, ainda que a própria ou as da plateia. É do jogo!

O que soou de certa forma meio estranho no primeiro fim de semana do Rock in Rio foi a boca suja de certas bandas brasileiras, cujo bom-mocismo lhes garante espaço cativo no TV Xuxa. Como se não bastasse o “é f…” traduzido para o português pelo cantor do NX Zero, o queridinho do Capital Inicial puxou um coro de 100 mil vozes para definir o momento como “do c…” (não é “do cacete”, não!)

O palavrão é a língua oficial da Cidade do Rock! Desceu do palco para a plateia, revelando uma nova tendência do baixo calão da garotada. Não se xinga mais para ofender ninguém como antigamente!

A ideia, pelo contrário, é externar o grau de satisfação pessoal com alguma coisa ou alguém. Quanto mais feliz o carinha, mais cabeludo o palavrão que ele berra na plateia.

Não há, pois, nada de errado com seu filho – relaxa, vai! Hoje em dia é assim mesmo!