O perigo do hino antes dos jogos!

Tutty Vasques

14 de junho de 2014 | 06h05

No meu governo, o Hino Nacional será executado sempre na véspera dos jogos oficiais da Seleção. Se vão ou não vender ingressos para a ocasião são outros quinhentos, mas, convenhamos, não dá para jogar futebol emocionado do jeito que ficam nossos craques quando os estádios berram à capela “pátria amada Brasil”. Contra a Croácia, não fosse o juiz japonês amigo, o Tiago Silva teria chorado do início ao fim do jogo.

O Felipão está convencido de que este é o combustível do hexa, mas eu continuo achando que na hora do jogo não convém fechar os olhos e rever a infância pobre, o pai que não viveu para ver que o filho seu não foge à luta, “nem teme quem te adora a própria morte…” Qualquer um no lugar do Paulinho levaria uns 15 minutos para se “focar” no jogo!

É por isso que, no meu governo, será assim: treino é treino, jogo é jogo e hino é hino. O maior adversário do Brasil nesta Copa pode ser nossa inexplicável comoção com “o lábaro que ostentas estrelado”!