O que faz o Dunga infeliz?

Tutty Vasques

22 de junho de 2010 | 06h12

ilustração pojucan

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Não será surpresa para esta coluna se, na próxima sexta-feira, após uma vitória tranquila sobre Portugal, Dunga tirar satisfações com Galvão Bueno pela maneira acintosa como o locutor torce contra o Brasil na África do Sul. Periga até, se a CBF não providenciar logo uma camisa-de-força para o técnico, ele acabar ofendendo a mãe da Glenda Kozlowski ao vivo, em rede mundial de TV.

Na coletiva do último domingo, com tantos jornalistas bons para se xingar na platéia, Dunga escolheu justo o Alex Escobar, aquela flor de careca da TV Globo, para despejar seu repertório curto e grosso de palavrões. Sem mais nem menos! Tomou, por isso, um pito daqueles do Tadeu Schmidt no Fantástico, mas quem conhece o técnico sabe que vai ter troco. A Fátima Bernardes que se cuide, se é que já não foi praga do Dunga a dor de garganta que a tirou do ar na semana passada!

Nada de pessoal contra este ou aquele jornalista! Dunga está, como se diz no futebol, batendo para onde o nariz aponta. Não há vitória que aplaque sua infelicidade congênita! Pelo contrário, vencer só alimenta sua sede de vingança. Dizem até que dia desses, depois do treino, ele cismou que uma camareira do hotel o teria desaprovado com o olhar. Ah, coitada!

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