O santuário de Fátima Bernardes

Tutty Vasques

09 de junho de 2010 | 09h23

reprodução

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O plantão de Fátima Bernardes ao relento na porta do hotel que hospeda a Seleção Brasileira em Johannesburgo já está virando ponto de peregrinação internacional. Tudo começou depois que ela quase pegou pneumonia no sereno do Fantástico. Toda noite, desde então, um grupo de torcedores brasileiros leva chocolate quente, chimarrão, cobertas e o que mais possa ajudar a apresentadora a vencer o frio nas madrugadas do Jornal Nacional na África do Sul.

A ação humanitária virou romaria quando vizinhos sul-africanos, sem entender direito a movimentação, espalharam o boato de que as aparições de Fátima ao vivo eram milagrosas. Comenta-se em Soweto que ela teria feito Dunga ver Ramires e Daniel Alves no lugar de Felipe Melo e Elano. Resultado: espera-se, já para a edição desta quarta-feira, a presença no local de uma pequena multidão de afro-desvalidos em busca da graça de Fátima no telejornal da Globo.

Quem sabe, se der confusão, William Bonner tira a patroa dessa roubada, né? Por que deixar a pobre coitada toda madrugada – o JN entra no ar à 1h10 horário local –, costeando o alambrado da concentração? A não ser que algum jogador pule a cerca na imagem de fundo, que informação o cenário deserto e gelado acrescenta à fala de Fátima? Pura maldade de editor – ô, raça!

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