Ora bolas!

Tutty Vasques

01 de junho de 2010 | 07h39

ilustração pojucan

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Jogador de futebol que maltrata a bola não é novidade para ninguém. Que apanha dela, também não! Surpreendente nas notícias que chegam da África do Sul é a maneira rude como alguns craques que lá estão para comer a bola andam falando mal da parceira que vai rolar na Copa. Com fama de quem pega todas, Júlio César só faltou chamá-la de vagabunda em entrevista coletiva: “Parece dessas que você acha em supermercado!” – esculachou.

         Se, como dizia Neném Prancha, “o goleiro deve dormir com a bola (se for casado, dorme com as duas)”, Suzana Werner pode ficar tranquila: seu marido está indo pra cama sozinho em Johannesburgo. Júlio César implicou, de cara, com a bola oficial do certame. “Coisa horrível!” Nisso, ele não está só: “Ela não te obedece!” – queixa-se o artilheiro Luís Fabiano. Palavra de ‘Fabuloso’: “Essa bola tem vontade própria, ela é sobrenatural”.

Armando Nogueira não previu nada disso quando escreveu “se Pelé não tivesse nascido homem, teria nascido bola”. Não é, definitivamente, um bom momento para ser bola! O que estão pisando nela ultimamente é um exagero que pode trazer consequências desastrosas aos detratores. Vale lembrar a máxima de Muricy Ramalho: “A bola pune!”

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