Os fofos da Corte

Tutty Vasques

11 Outubro 2012 | 02h05

LOREDANODepois de condenar José Dirceu e se eleger formalmente presidente do STF, o ministro Joaquim Barbosa não tem sentido mais nem dor nas costas, apesar da quantidade de tapinhas que vem levando nelas desde o início do julgamento do mensalão!

Com aprovação popular decerto superior à da presidente Dilma, o relator da Ação Penal 470 anda tão cheio de si com o desfecho do caso que nem se irrita mais com o contraditório do revisor Ricardo Lewandowski, aborrecimento que lhe custou sabe Deus quantas sessões de pilates com o fisioterapeuta do tribunal.

Joaquim Barbosa custou, sobretudo, a perceber que não há nada mais contundente que deixar alguém falando sozinho em defesa de José Dirceu. A condenação em série, enfim, tirou-lhe dos ombros um peso incompatível com a postura de quem vai presidir a mais alta Corte do País.

Repara só no jeitinho do ministro Ayres Britto (aqui em ilustração de Loredano)! Fala sério: tem coisa mais fofa que o atual presidente do STF? Sua aposentadoria despertou em muita gente a vontade de leva-lo para casa.

Se bem que, entre os intelectuais, a preferida é a ministra Carmem Lúcia, outra fofa da Corte, né não?