Os super-heróis da Times Square

Tutty Vasques

07 de maio de 2010 | 09h29

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A polícia de Nova York pode ser chamada a qualquer momento de volta à Times Square para apartar a briga entre os dois camelôs que ainda ontem disputavam ombro a ombro em entrevistas de rua para os telejornais americanos qual deles chamou primeiro o guarda ao perceber uma fumacinha estranha saindo daquele carro-bomba ali estacionado no último final de semana. Na dúvida, Barack Obama ligou agradecido aos dois, deixando que eles decidam em praça pública quem, afinal, é o herói principal de Manhattan.

         É o tipo de polêmica que seria até natural entre o Homem Aranha e o Superman, entre Batman e Robin, mas o frustrado atentado da Times Square escolheu para super-heróis uma dupla de camelôs concorrentes na calçada de frente pro crime. Resultado: falta pouco para eles resolverem no sopapo a primazia da vigilância que salvou o coração de Nova York de uma explosão.

         Só ainda não chegaram às vias de fato, imagina-se, por causa da quantidade de turistas atrás do souvenir de uma foto ao lado de um deles, ninguém liga pra qual, até porque camelô é tudo igual em qualquer parte do mundo. Se fosse aqui no Brasil, já teríamos pra mais de 100 profissionais de calçada reivindicando a autoria do alarme que desativou a bomba. Chamar a polícia, no caso, seria de novo providencial.

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