Outro ponto fora da curva

Tutty Vasques

07 de junho de 2013 | 00h02

reproduçãoMal comparando com isso que o novo ministro do STF, Luís Roberto Barroso, andou dizendo no Senado sobre o julgamento do mensalão, comentei ontem no botequim da esquina que o rigor da condenação de Thor Batista por homicídio culposo em atropelamento de ciclista no Rio foi “um ponto fora da curva” da Justiça brasileira.

Dois anos de prisão – tá certo que substituídos pela prestação de serviços comunitários –, mais multa de R$ 1 milhão, além de dois anos sem habilitação, para um motorista que, consta dos autos, no momento do acidente não estava alcoolizado e trafegava entre 110 e 115 km/h em estrada de boa pavimentação, convenhamos, no Brasil isso equivale, sempre mal comparando, à pena de morte por roubo de cavalo no Arizona.

Daí a dizer que “ele só foi punido porque é rico”, como declarou à imprensa um dos advogados de defesa do filho de Eike Batista, francamente, será que todo mundo perdeu o juízo neste julgamento?

Ponto fora da curva tem limite, caramba!

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