Pânico de vazamento

Tutty Vasques

04 de maio de 2012 | 02h41

reproduçãoO psicanalista de Fernando Collor anda tentando discretamente, sem que ele perceba, mandar recados aos demais membros da CPI do Cachoeira. Pede que não contrariem o senador alagoano quando que ele entrar em pânico com supostos “vazamentos” de qualquer natureza. O sintoma tem se manifestado a cada sessão deliberativa da Comissão.

Parlamentares governistas e de oposição reunidos para a abertura do inquérito logo perceberam algo de estranho na obsessão do ex-presidente pelo sigilo nos trabalhos.

Collor ameaça cotidianamente seus pares e a imprensa: se pegar uma mísera informaçãozinha escorrendo pelos cantos da CPI para os jornais, o “responsável terá punição pelo rigor da lei”.

Vamos combinar que uma sala cheia de gente empenhada em quebrar sigilos uns dos outros é o pior dos mundos para um homem atormentado com a possibilidade de toda espécie de vazamento.

É bem provável, inclusive, que essa angústia o acompanhe desde a a mais tenra infância, coisa que o terapeuta do senador não comenta por questão de ética profissional.

Seja como for, não custa nada todo mundo dar um desconto às coisas que o Collor diz na CPI.

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