Pastelão no tribunal

Tutty Vasques

22 Novembro 2012 | 06h37

ilustração pojucanNo ranking de piadas sobre categorias profissionais mais demonizadas no Brasil, eles só perdiam para os empreiteiros, mas o julgamento do goleiro Bruno pela morte de Eliza Samudio já deve ter virado este placar para o time dos advogados – ô, raça!

Há tempos não se via palhaçada igual nos tribunais do País! O circo de Contagem (MG) teve como ponto alto a sequência mal executada de truques processuais que culminou no adiamento do júri popular para março de 2013!

A estratégia da defesa – a de melar o julgamento – deu certo após dois dias de confusões e trapalhadas provocadas com intuito evidente de empastelar os trabalhos da Justiça!

No fim, precisou o réu simular troca de advogados – ele já teve sete desde que foi preso – até conseguir da corte o prazo desejado para sua defesa dar seguimento ao plano de absolvição do indefensável.

Quem sabe, num momento de distração do júri…

A coisa é séria, mas, data venia, os criminalistas que o Bruno arruma são uma piada!

Por falar nisso, sabe o que o diabo disse quando Deus ameaçou processá-lo por manter no inferno um empreiteiro bonzinho? “E onde você vai arrumar um bom advogado?”