Pau pra toda obra

Tutty Vasques

27 Abril 2011 | 02h54

fasfafdaExistem pelo menos duas maneiras de se fazer uma obra pública nesse mundo! A reforma do Teatro Bolshoi, por exemplo, está quase pronta em Moscou após 6 anos de uma roubalheira estimada pelos russos em US$ 660 milhões. Em compensação, a linha do trem-bala japonês entre Tóquio e Sendai foi inteiramente recuperada e devolvida ao tráfego na segunda-feira passada, 45 dias após os graves estragos provocados ao longo dos 200 km da ferrovia pelo terremoto seguido de tsunami de 11 de março.

Já o estádio do Corinthians previsto para sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014, em Itaquera, segue firme na fase do bate-boca entre autoridades sobre o que ainda não foi feito, ou seja, tudo. Isso quer dizer o seguinte: o Brasil pode estar inaugurando uma nova era em matéria de grandes empreendimentos governamentais. O “não rouba nem faz” já é filosofia corrente na atual gestão da coisa pública, taí o projeto do trem-bala Rio-São Paulo-Campinas que não me deixa mentir.

Não é nada, não é nada, talvez seja mais barato não fazer o Itaquerão do que demolir o Maracanã aos poucos, né não?