Paz no retrovisor

Tutty Vasques

25 de dezembro de 2008 | 00h54

O melhor vem agora. Passado o frenesi das compras, restam poucos dias para as metrópoles brasileiras atingirem o esplendor do equilíbrio demográfico. Entre o réveillon e o carnaval, a quantidade de gente por metro quadrado em cidades como São Paulo e Rio chega muito perto do que, imagina-se, era a população média do Paraíso quando Adão e Eva pegaram a estrada do pecado. Quem tira férias e cai fora sempre nessa época do ano não sabe como é a vida sem engarrafamentos, filas, rodízios, apertos, atrasos e estresses.

Em janeiro, o inferno migra com as férias rumo a Ubatuba, Búzios e adjacências. Sai tanta gente da cidade grande ao mesmo tempo em busca de um mínimo de sossego para a família, que acaba ficando para trás, justo no ponto de partida, o que se foi buscar adiante. É tempo de se aborrecer de bermudas com a precariedade longe de casa. Pense nisso, se ainda não arrumou as malas. O melhor lugar do mundo pode ser aqui daqui a pouco.
Texto publicado no caderno Metrópole/Cidades, do ‘Estadão’, nesta quinta-feita

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