Pedir pro outro sair é humano!

Tutty Vasques

03 Maio 2013 | 00h03

ilustração pojucanJosé Dirceu pediu a saída do ministro Joaquim Barbosa da relatoria do mensalão com a mesma naturalidade com que Aécio Neves anda pregando a saída da presidente Dilma do Palácio do Planalto.

É anseio legítimo querer tirar do caminho quem dificulta sua trajetória, taí o caso do Bayern de Munique que não me deixa mentir: o time alemão fez até macumba para o Messi sair do time do Barcelona nas semifinais da Liga dos Campeões da Europa e, como é sabido, não deu outra!

Não é, decerto, questão unicamente de fé, ou os rebeldes da Síria não dependeriam tanto das armas americanas para fazer Bashar al-Assad sair do poder. Tem mais seitas por lá que igrejas evangélicas no Brasil.

Só no grito, nem o deputado Marco Feliciano sai de onde quer que não o queiram. O Havelange pediu pra sair da Fifa para não acabar saído como o padre Beto, coitado, excomungado em Bauru.

Na base do “dá licença um instantinho”, como sugere a defesa do Dirceu, francamente, acho que o Joaquim não sai mesmo!