Pela desobediência civil na Seleção, já!

Tutty Vasques

04 de maio de 2010 | 08h02

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Da mesma forma como se recusou a sair de campo no domingo quando sua substituição foi anunciada pela placa do quarto árbitro à beira do gramado, Paulo Henrique Ganso deveria se incorporar à Seleção no dia da apresentação dos jogadores que vão à Copa, independentemente do chamado de Dunga. “Oi, professor, trouxe um amiguinho!” – imagina só ele chegando aos treinos em Teresópolis com Neymar pela mão. “Vamos ficar aqui!”

Pode parecer maluquice, mas se rebelar contra a própria substituição também não é nada normal e, no entanto, deu certo. Ganso ficou em campo contra a vontade do técnico do Santos, num momento em que tirá-lo do jogo contra o Santo André era uma loucura tão grande quanto não levá-lo à África do Sul. Se Dorival Júnior deve um pingo de juízo à malcriação do jogador, quem sabe o Dunga também não está só precisando de um empurrãozinho para fazer a coisa certa, né?

A desobediência civil no futebol pode ser mais uma virtude da geração de Ganso, Neymar & companhia. Faltando justo uma semana para a divulgação da lista dos eleitos de Dunga, o torcedor que só pensa nisso bem que poderia aderir ao movimento e sair às ruas para exigir o que seria resultado óbvio em eleições diretas: Neymar e Ganso, já!

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