Pelo fim do tempo regulamentar!

Tutty Vasques

25 de junho de 2010 | 06h14

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Se no futebol, como nas quadras de tênis, em vez do tempo regulamentar, fosse o placar que determinasse a duração da disputa em campo, a maioria dos jogos desta Copa duraria pra lá de 10 horas, como aconteceu nesta incrível partida entre Nicolas Mahut e John Isner, no Torneio de Wimbledon, a mais longa da história do esporte.

Pelo que se viu na fase de classificação do Mundial na África do Sul, se botar a seleção da Inglaterra, por exemplo, para jogar uma “partida de 3”, precisa de, pelo menos, três dias de jogo. A Itália levaria uma semana para vencer! A Suíça, o mesmo tempo para perder. Os times africanos acabariam desistindo.

Culpa dos entendidos que propagam na cultura do futebol a arte de não deixar o adversário jogar, tirando-lhe espaços, fechando o meio, valorizando a posse de bola, apertando a marcação, todas essas coisas que técnicos e comentaristas ensinam para imobilizar o adversário em campo. Conselhos que, seguidos à risca por todos, resultam em 0 a 0 – 1 a 1 é goleada!

O antídoto para isso é o resgate na Copa de 2014 de uma velha prática das peladas de rua: “Partida de 6, em 3 vira o campo”. Fazer gols voltaria a ser mais importante que não tomá-los. Ninguém joga tênis na retranca!

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