‘Personal panicator’

Tutty Vasques

13 Junho 2012 | 00h02

reproduçãoO dispositivo começou a ser usado de maneira ainda meio tosca por alguns donos de restaurantes apavorados com a onda de arrastões em São Paulo, mas vai chegar o dia em que todo mundo terá o seu próprio ‘botão de pânico’ da Apple ou da Microsoft, conforme a sofisticação eletrônica do freguês!

O que hoje mais parece um lançamento das Organizações Tabajara para sinalizar situações de perigo a uma central de monitoramento de botequins ganhará tecnologia própria para definir em nuances o sufoco que todo brasileiro enfrenta no dia-a-dia das grandes cidades do País.

O pânico de ser assaltado na rua ou agredido num estádio de futebol é, como se sabe, diferente do medo de ficar ilhado numa enchente ou do desespero de viajar de metrô na hora do rush.

Em menos de uma década, São Paulo poderá dimensionar o pânico da população tão bem quanto já faz hoje em dia com os congestionamentos de trânsito.

Além dos recordes de engarrafamento, a gente vai ficar sabendo pelo rádio do carro quantos milhões de nós estão em pânico a cada momento na cidade, e por que razão se sentem assim.

Pode ser reconfortante – ou não!