Petrobrás $urreal

Tutty Vasques

10 de abril de 2014 | 06h23

ilustração pojucanRelativizando um pouco o preço surreal que a Petrobrás pagou pela refinaria de Pasadena, nos EUA, não custa nada aos responsáveis pelo mau negócio lembrar que esta semana mesmo um maluco chinês pagou 36 milhões de dólares por uma porcelana micra da dinastia Ming num leilão em Hong Kong. O coco no Leblon também está pela hora da morte!

Pode parecer desculpa esfarrapada, mas ainda não surgiu justificativa oficial melhor para o prejuízo: cá pra nós, ficou muito difícil para qualquer brasileiro, quem sabe até para os diretores da estatal, manter noção dos preços num país que cobra R$ 99,10 por um omelete ou R$ 60 milhões por uma cobertura.

Se o ex-presidente da Petrobrás José Sérgio Gabrielli tivesse entrado em cena dia desses argumentado que “caro, hoje em dia, é tudo aquilo que a gente não pode comprar”, seria decerto melhor compreendido: sustentar que o preço de Pasadena foi justo e o negócio no Texas normal, francamente, aí já é querer fazer a gente de bobo, né não?

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