Piada instantânea

Tutty Vasques

23 Outubro 2012 | 00h03

divulgaçãoFoi-se o tempo em que a Turma do Casseta & Planeta podia dizer “piada não é como mulher – tem dono” sem parecer, além de politicamente incorreto em demasia, pretensioso por evocar autoria de anedota de ocasião num país de gaiatos, em plena era das redes sociais.

Não dá para afirmar com precisão quem primeiro chamou Luis Fabiano de “Chupetinha” no Twitter depois que ele desperdiçou aquele pênalti contra o Flamengo em cobrança precedida pelo detalhe de alguma coisa que Vagner Love cochichou ao pé do ouvido do artilheiro são-paulino.

Qualquer semelhança com a história de Adauto (foto) em ‘Avenida Brasil’ é, decerto, mera coincidência, mas o jogo de domingo ainda não havia terminado e já corria solta na internet a versão de que o Fabuloso, assim como o personagem da novela, se desconcentrou quando o adversário tocou em seu ponto fraco, o apelido que entrega o segredo de um hábito infantil não abandonado na vida adulta.

Não importa quem inventou a piada istantânea, “é melhor eu não bater mais pênalti”, decidiu Luís Fabiano. Sabe que, se perder mais uma cobrança, a torcida não o perdoará: “Chupetinha, Chupetinha…!”