Por que rir do Fenômeno!

Tutty Vasques

20 de fevereiro de 2011 | 06h15

rtguhjsrSe arrependimento matasse, os humoristas de plantão estariam mais vivos que nunca para tocar no assunto. Não precisa nem ser profissional da área: atire a primeira pedra o leitor – corintiano ou não – que nunca fez “chacota” com a barriga do Fenômeno! Ronaldo acha que estamos todos sem saber onde enfiar a cara depois que ele tornou público seu diagnóstico médico.

Devíamos estar envergonhados de brincar com seu distúrbio hormonal. Como se jogador de futebol gordo, cada um com seu cada qual, já não fosse motivo de piada desde o tempo em que Don Don jogava no Andaraí. Nem sempre o problema é de hipotireoidismo, mas todo atleta fofo tem um problema sério por trás de sua forma bizarra.

Às vezes tá infeliz no casamento, noutras enchendo a cara, tem os comedores compulsivos, os portadores de distúrbios de ansiedade, enfim, nenhum artilheiro fica barrigudo por vontade própria, mas nem por isso está livre da encarnação geral. O gordo está para o futebol assim como o anão para o basquete! Não dá pra pedir à plateia que não ria, ainda que o cara seja o cestinha de sua equipe.

O Fenômeno não sabe o que é isso – foi uma criança magra -, mas desde moleque o gordinho do time sofre mais até do que a bola na pelada da escola. “Vai baleia!” – a garotada não perdoa. Depois que cresce, vira diversão garantida nas peladas entre amigos, com chances até de ser ridicularizado no ‘Fantástico’. Nove entre 10 “bolas-murchas” do programa estão acima do peso – repara só!

Jô Soares, expert no assunto, tem uma anedota pronta a respeito: “Quando eu era centroavante…” Não precisa dizer mais nada! A plateia desaba de rir toda vez que ele interrompe o craque que entrevista na TV para lembrar de seus tempos de atleta. Não tem erro: a blague funciona sempre. É o tipo de piada que humorista nenhum perderia, com todo respeito ao amigo Ronaldo.

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