Prata da casa

Tutty Vasques

16 Janeiro 2014 | 06h26

ilustração pojucanPronunciado com ‘e’ fechado (‘ê’), rolezinho é como loira, bolacha e amigo secreto: só existe em São Paulo! No Rio, fala-se rol(é)zinho, loura, biscoito e amigo oculto! Rolê substantivo, no balneário, só o bife, embora muitos também chamem assim, equivocadamente, a gola (rulê). Não chega a atrapalhar a compreensão de nada, mas saltam aos ouvidos – mais até que os sotaques de berço – essas variantes de linguagem nos dois lados da ponte aérea.

As diferenças, no caso, são indisfarçáveis! Soa estranho, quando não ridículo, um carioca fazendo piada de “loira”, tanto quanto um paulistano anunciando que vai “dar um rolé” (com ‘e’ bem aberto). Exemplo em evidência no noticiário falado, ‘rolezinho’ não foge à regra: no Rio ou em São Paulo, cada um com seu cada qual, ninguém deve arriscar mudanças de pronúncia.

Aliás, em comum no jeito de falar nas duas maiores cidades brasileiras, só esta mania de se referir ao próprio umbigo como se o resto do País não existisse. Ô, raças!