Protógenes e a tal da portabilidade

Protógenes e a tal da portabilidade

Tutty Vasques

15 de março de 2009 | 10h30

ILUSTRAÇÃO POJUCAN

A quebra de sigilo telefônico do delegado Protógenes Queiroz talvez esclareça muita coisa sobre a mecânica da operação Satiagraha, mas é pouco provável que as investigações procurem resposta para a pergunta que não quer calar na beirada da notícia produzida na Corregedoria da Polícia Federal: como um ser humano consegue se entender com 25 linhas de celulares e rádios à sua disposição?

Imagina quantas ligações ele não deixou de atender a tempo devido a dificuldade de identificar o aparelho que tocava em sua sala! E o tempo que perdia para decidir que telefone usar para pedir uma pizza ou um táxi. Mais: como o doutor Protógenes fazia para decorar a senha de cada caixa postal? É muita portabilidade na cabeça de uma pessoa.

Sem querer entrar no mérito das irregularidades atribuídas ao delegado, difícil imaginar que ainda lhe sobrasse tempo para bisbilhotar os celulares de Gilmar Mendes, Dilma Roussef, José Serra, FHC, José Dirceu, Mangabeira Unger, Heráclito Fortes e o escambau.

Ou não, né?!

Texto publicado no Ambulatório da Notícia do caderno Aliás deste domi ngo, no ‘Estadão’

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