Quase todos por um!

Tutty Vasques

07 de dezembro de 2011 | 02h52

reproduçãoToda vez que cai um ministro – repara só! –, todos que passaram por isso no governo Dilma têm seus podres recapitulados em retrospectivas atualizadas pelo noticiário da faxina na Esplanada.

Primeiro da lista de defenestrados em 2011, Antonio Palocci já se viu seis vezes nessa situação desagradável de, quieto no seu canto, ser lembrado pela inexplicável multiplicação de seu patrimônio por vinte entre 2006 e 2010.

Wagner Rossi, Orlando Silva, Alfredo Nascimento e Pedro Novais, cada um com o seu cada qual, fizeram companhia ao ex-chefe da Casa Civil na galeria de malfeitores reaberta esta semana para o ingresso de um novo membro, o trabalhista Carlos Lupi.

O único que, a rigor, não se constrange nessas ocasiões – pelo contrário, até gosta da citação de seu nome por tabela – é o Nelson Jobim. O ex-ministro da Defesa não cabe em si sempre que é destacado nos jornais como o único ex-colaborador direto da presidente Dilma que saiu do governo sem deixar rastro de escândalos de corrupção.

Jobim caiu porque é linguarudo, coisa que, convenhamos, na atual conjuntura é quase elogio!

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