Que é que tem nessa cabeça, irmão?

Tutty Vasques

23 de abril de 2014 | 00h03

reproduçãoUma coisa não ficou muito claro na lei que vigora a partir de maio em estabelecimentos comerciais e bancários do Rio restringindo o uso de “bonés, gorros e outros tipos de cobertura”: peruca pode?

Se é para facilitar a identificação de assaltantes, francamente, uma cabeleira postiça dissimula muito mais um criminoso careca do que qualquer boné. De peruca, com todo respeito ao ministro Luiz Fux, todos os homens ficam iguais: ridículos!

O boné, pelo menos, pode deixar pistas para o reconhecimento da marca predileta ou do time de coração do bandido com antecedentes em câmeras de segurança?

A lei faz restrições genéricas às “coberturas”, mas não esclarece, por exemplo, se o dread louro ou o moreno de pelos descoloridos e corte moicano serão ainda tolerados no comércio do Rio.

Enfim, como dizia o filósofo Walter Franco, “que é que tem nessa cabeça irmão”. O carioca vai precisar pensar nisso quando for ao shopping! Ou não!

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