Que tipo de velho você é?

Tutty Vasques

10 de agosto de 2013 | 06h07

ilustração pojUcanA gente percebe que está ficando velho, numa boa, quando admite sem vergonha que não consegue acompanhar direito a lógica e a velocidade de raciocínio dos rapazes do Fora do Eixo e da Mídia Ninja – Pablo Capilé e Bruno Torturra –, protagonistas do último ‘Roda Viva’ (TV Cultura), assunto da semana nas redes sociais.

Estamos falando de midiativismo, mosaico das multiparcialidades, teia editorial, expansor de consciência, desapego à mera viabilidade contábil, moeda complementar, cards, crise narrativa, lógicas de produção do século 21, coletivos midiáticos e o escambau, saca?

Não há nada de errado em envelhecer, a não ser quando esse descompasso com o pensamento em gestação irrita a gente a ponto de provocar ânsias de jogar água fria no tubo de ensaio das ideias novas. É isso que difere o homem velho do cara gagá!

Na mesma faixa etária, tem ainda um tipo que finge entender a rapaziada para não parecer que está ficando velho. Esses são os piores!

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