Que torcida é essa?

Tutty Vasques

11 de junho de 2013 | 00h02

ilustração pojucanEstão todos lindos! O Maracanã, o Mineirão, o Mané Garrincha, o Castelão… Os estádios que se arrumaram para as copas do Mundo e das Confederações não deixam nada a desejar às melhores arenas de balé do planeta, mas não foi só o conforto da plateia que mudou: o público também não é mais aquele!

“Ir ao futebol” no Brasil está deixando de ser programa popular! Afora os preços de temporada de ópera em Viena, o torcedor que não tiver acesso à internet, cartão de crédito, CPF e RG, além de tempo livre para sacar pessoalmente os ingressos onde a Fifa bem entender, não está apto a se divertir à beira do gramado.

A se consolidar por aqui a nova cultura de espetáculo ditada pela sede da entidade na Suíça, muito em breve o Brasil vai precisar de um sistema de cotas de ingressos para negros, pobres e qualquer um que provar conhecer a lei de impedimento.

Se depender do torcedor que não dá a mínima pelota para a bola – e vice-versa –, periga os estádios ficarem às moscas depois que a festa acabar.

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