Que vença, enfim, o futebol!

Tutty Vasques

10 de julho de 2010 | 09h25

ilustração pojucan

ilustração pojucan

Só um jogão daqueles, amanhã, salvará esta Copa de uma chatice quase total. Nada tão medíocre quanto o futebol praticado na Itália, em 1990, o que de certa forma mostra uma evolução entre o início e o fim da era Dunga, sem deixar de caracterizar um período sofrível até o fim em matéria de craques, de lances inesquecíveis e de apresentações de gala.

Tirando o polvo, o Mick Jagger, a Jabulani, o frango do goleiro inglês, o gol que só o juiz não viu contra a Alemanha, o finalzinho de Uruguai x Gana e o pisão do Felipe Melo no Robben, sobram os beijos do Maradona no Messi, o sobretudo do Dunga, o belíssimo gol de mão do Luís Fabiano, a gravidez do Cristiano Ronaldo, a sensualidade da namorada do Casillas, os seios da musa paraguaia, a visita da rainha ao vestiário…

Apesar de tudo, entretanto, Espanha e Holanda decidem amanhã a sorte da Copa da África do Sul com boas chances de nos fazer esquecer até da vuvuzela. Do jeito que a rapaziada anda carente de bons espetáculos, 90 minutos de magia no Soccer City bastarão para salvar a reputação do futebol. É por ele, afinal, que a gente precisa torcer na final. Bom jogo a todos!

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