Quebra de paradigma

Tutty Vasques

31 Agosto 2012 | 06h38

ilustração pojucanCom a famigerada taxa Selic reduzida a inacreditáveis 7,5% ao ano já se pode dizer com alguma margem de segurança que todo aquele papo de culpar mais a exorbitância dos juros que a saúva pelos males do Brasil não passava de conversa pra boi dormir.

Paladino da causa, o ex-vice-presidente José Alencar não viveu o suficiente para ter o desgosto de perceber que a taxa básica definida pelo tal de Copom – tanto faz se em 8 ou em 80 – não faz a menor diferença no bolso do brasileiro.

Responda rápido:

Mudou muita coisa no déficit financeiro de sua família a partir de setembro de 2011, quando o índice de 12,5% caiu meia merrequinha pela primeira vez no governo Dilma?

De lá pra cá, de boa notícia em boa notícia, o viés de queda virou rotina nas decisões da autoridade monetária sem efeito colateral evidente nas contas do consumidor.

De grão em grão, alguém deve estar decerto enchendo o papo com isso, mas não dá mais para vender ao trabalhador a ideia de que o Brasil vai ficar uma beleza quando baixarem os juros.

O canto da sereia dos economistas (nada a ver com a Miriam Leitão) está virando conto do vigário no noticiário da crise.