Quem te viu, quem te vê!

Tutty Vasques

05 de março de 2014 | 02h09

reproduçãoTem as de sempre que ficam por aí o ano inteiro pulando de notinha em notinha nos rodapés das revistas de celebridades – um namorado novo aqui, uma inauguração de loja ali –, mas para onde vão as gatas borralheiras do samba que a gente só vê uma vez na vida despidas como princesas do Carnaval?

De onde vêm todas aquelas mulheres anônimas que não vão pra pista atrás de fama ou príncipe encantado. Flertam com a multidão, brincam com o desejo, insinuam o prazer, despertam fantasias, mas não procuram ninguém. A rigor, se acham, vivem o clímax de um show particular!

Depois somem na dispersão! Cinderela de Sambódromo se esconde o resto do ano em uniformes de caixa de supermercado, balconista de lanchonete, funcionária de posto de pedágio, trocadora de ônibus, vendedora da Avon, recepcionista, enfermeira, limpadora de chaminé…

Como dizia Chico Buarque, “quem não a conhece não pode mais ver pra crer, quem jamais a esquece não pode reconhecer”.

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