Rabo de foguete

Tutty Vasques

15 Fevereiro 2014 | 06h31

reproduçãoQuem segurava o rojão outrora era, literalmente, o cara mais admirado da turma! Aquele parceirão sempre pronto a entrar em cena para zelar pelo bem comum quando as coisas não iam muito bem para a galera. A estupidez que matou esta semana o cinegrafista Santiago Andrade amaldiçoou a expressão popular celebrizada naquele samba do Gonzaguinha, cuja exaltação perdeu o sentido da esperança no futuro do País: “Eu acredito é na rapaziada que vai em frente e segura o rojão!”

O compositor que botava fé na luta dessa juventude “que não corre da raia a troco de nada” morreu 23 anos antes de seus versos virarem sentimento de época. Quem segura o rojão agora merece ir para a cadeia e, com isso, o sentido figurado do que já foi virtude caiu em desgraça! Capaz até de, em seu próximo show, Zélia Duncan evitar a canção ‘Tudo ou Nada’ (“Segurar esse rojão metade cada/Seguir o coração em disparada/Numa estrada que só tem contramão”). Não soa mais como antigamente!