Referendo global, já!

Tutty Vasques

04 Novembro 2011 | 06h01

ilustração pojucanSe, a julgar pela histeria dos últimos dias nos mercados internacionais, o que está em jogo na crise da Grécia é o fim do mundo, francamente, não seria mesmo justo que só os gregos fossem ouvidos na hipótese absurda – e já descartada – de um referendo popular sobre a salvação da pátria proposta pela União Europeia.

Já que estamos todos na mesma canoa furada do Velho Mundo, a responsabilidade que o premier Georges Papandreou tentou dividir com sua gente é digna de globalização.

Por que não um plebiscito mundial para deliberar sobre o acordo de resgate da Grécia? Se, como dizem os entendidos, a qualquer erro de cálculo na operação arrastaria toda a economia do planeta pro abismo, todos nós temos direito de opinar a respeito.

Tudo bem que cada país faça consultas internas sobre aborto, maconha, uso de burca ou casamento gay, mas num caso desses, convenhamos, o buraco é mais embaixo que o umbigo pátrio.

O Brasil bem que podia tomar a liderança desse movimento incluindo no plebiscito do Pará – sobre a subdivisão territorial do estado – a pergunta que não quer calar: “Você acha que os gregos seriam doidos de recusar a ajuda de quem topa bancar metade de seu calote?’

Sim ou não?