Relaxa, vai! (versão ampliada)

Tutty Vasques

08 de outubro de 2013 | 06h03

reproduçãoDe todos os artistas que militam contra as biografias não autorizadas, Djavan talvez seja o que mais motivos tem para advogar em causa própria: imagina se, amanhã ou depois, um Ruy Castro da vida cismar de revelar em livro sobre a vida do cantor o segredo do seu “mistério solitário da penugem” mal explicado nos versos de ‘Ferrugem’!

Uma biografia séria de Djavan teria que contar toda a verdade, ainda que constrangedora, sobre o real significado do tal “zum de besouro um imã” entreouvido na letra de ‘Açaí’. O artista também nunca deixou muito claro para a sua legião de fãs o que é, de fato, o “irremediável neon” ou a “fúria desse front” na rima de ‘Sina’.

O biógrafo de Djavan pode até não perder tempo em descobrir porque, afinal, “o amor é azulzinho”, mas não terá como evitar a pergunta que não quer calar: o que passava pela cabeça do compositor quando escreveu “obi, obá, que nem zen, czar, shalon, Jerusalém, z’oiseau”. Boa coisa não era! Ou, vai ver, era coisa da boa!

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