Renunciar é humano!

Tutty Vasques

13 Fevereiro 2013 | 06h37

reproduçãoSe Jânio Quadros teve pelo menos a lucidez de não renunciar no Carnaval, justiça seja igualmente feita a Bento XVI, o papa não perdeu o juízo a ponto de sair por aí evocando “forças ocultas” para justificar sua decisão!

O fato é que renúncia, quando não se precipita por apego do renunciante a direitos políticos maiores que seu cargo, é sempre uma surpresa pra todo mundo.

Ninguém renuncia atendendo a abaixo-assinado, como supõe o brasileiro indignado com a reeleição de Renan Calheiros na presidência do Senado.

Também não é da índole da raça abdicar do poder pelo bem de todos e felicidade geral da nação, daí a dificuldade de se compreender a atitude do outro ao abandonar um alto posto de comando aqui ou no Vaticano.

Mal comparando a renúncia do papa com a do Jânio, o choque com a notícia é o mesmo!

“Por quê?” – perguntam-se ainda agora fiéis e foliões perplexos com o gesto magnânimo de Bento XVI.

Tem um dado de humanidade bacana nessa história. O papa sai de cena renovando esperança de que o ser humano não perdeu de todo a capacidade de surpreender. Ainda tem coisa que não se explica, graças a Deus!