República de Bunga-Bunga

Tutty Vasques

23 de fevereiro de 2011 | 06h11

Com o dinheiro e as amigas que têm na Itália e na Líbia, francamente, não dá para entender porque Muamar Kadafi e Silvio Berlusconi não largam o osso. Por que, em vez de resistirem à pressão popular, não compram logo uma ilha e lá instalam um país só para eles? A República de Bunga-Bunga, uma nação privê de hábitos pornográficos, grotescos e politicamente incorretos!

Cá pra nós, se misturar a grana, o harém e o mau gosto dos dois num pedacinho da Indonésia ou da Bahia, o lugar vira uma espécie de paraíso dos cafajestes endinheirados de todo o mundo: sheiks, bicheiros, marajás, presidentes de confederações de futebol e de assembleias legislativas, chefes de estado e de milícias, ex-banqueiros em liberdade condicional, vilões do núcleo rico da novela das 9…

Até quando Kadafi e Berlusconi vão enfrentar as multidões descontentes nas ruas? Será que gostam mais do poder que da luxúria? Preferem cultivar o ódio nos quatro cantos do planeta a celebrar o amor naquelas festas com enfermeiras búlgaras, dançarinas brasileiras, apresentadoras de TV italianas, amigas do Ronaldinho Gaúcho e o escambau?

Nessas horas é que a gente vê quem é safado e quem gosta de safadeza, né?

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