Rio proíbe chuva

Tutty Vasques

06 de fevereiro de 2010 | 09h22

O perigo de responsabilizar o Kassab pela rotina de temporais em São Paulo é dar margem à interpretação de que o carioca deve a Eduardo Paes os dias espetaculares que se sucedem no verão do Rio. Tem dado praias de almanaque, e quem conhece o jovem prefeito da Cidade Maravilhosa sabe que ele está prontinho para aceitar a ideia de que as nuvens – afora umas branquinhas cadastradas pela Guarda Municipal – se afastaram do balneário receosas de tomar uma dura do tal “choque de ordem na orla”.

Fenômeno parecido, não se pode negar, aconteceu com os vendedores de queijo coalho, camarão no espeto e salsichão na brasa depois que Paes decidiu acabar com a zorra urbana em operação desencadeada a pretexto do verão. De lá pra cá, se choveu pra valer duas vezes, foi muito. Como não há explicação meteorológica melhor para tamanha estiagem em plena estação das águas, o prefeito pode muito bem faturar em cima do céu de brigadeiro, mas é bom não provocar os deuses da chuva antes do Carnaval. Depois não diga que não avisei!