Rio só não multa vândalos nas ruas

Tutty Vasques

21 de agosto de 2013 | 00h02

ilustração pojucanO carioca que jogar uma ponta de cigarro ou um papel de bala na calçada está, desde ontem, sujeito a multa de R$ 157,00. Atirar pedra em vidraça de banco ou coquetel molotov na polícia continua saindo de graça para quem tem esses hábitos no Rio.

Sem querer aqui ensinar padre a pegar miss, será que não vem ao caso aproveitar a estratégia do programa ‘Lixo Zero’ e, em vez de reprimir com bala de borracha e gás lacrimogênio, tentar fazer doer tão somente o bolso do vândalo que emporcalhar a cidade?

Seria preciso criar uma tabela de multas distintas para quem queimar lixo no asfalto, quebrar ponto de ônibus, destruir caixas eletrônicos, derrubar banheiro químico, arrancar pedras portuguesas do calçamento…

No lugar da tropa de choque, bastaria mandar para os protestos os mesmos guardinhas que ontem saíram as ruas com suas maquininhas eletrônicas de notificação de multas e, da noite pro dia, nem papel picado sobraria no rastro das manifestações de rua no Rio.

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