Rodízio de técnicos

Tutty Vasques

08 Setembro 2011 | 06h19

ilustração pojucanTécnico de futebol adora se fazer de vítima! Como se perder emprego, no caso dessa gente, fosse problema. Imagina se, a esta altura do campeonato, Joel Santana está tristinho por trocar Belo Horizonte por Salvador, o Cruzeiro pelo Bahia, um contrato por outro com as tais multas rescisórias de praxe a favor do demitido!

Afora o Paulo Roberto Falcão, não existe técnico de futebol desempregado no Brasil! O próprio Renê Simões, que no ano passado se celebrizou por chamar atenção para o que ninguém via em Neymar – “Estamos criando um monstro” -, treinava já sua segunda equipe no atual Brasileirão quando perdeu a vaga no Bahia para Joel Santana. Logo terá convite de algum afogado na “zona” querendo abraça-lo para se salvar do rebaixamento.

Não raro, da noite pro dia, o vilão de um time reencarna salvador da pátria em outro. Entre os 16 técnicos até aqui dispensados na competição, Adilson Batista trocou o Atlético Paranaense pelo São Paulo; Dorival Júnior, o Atlético Mineiro pelo Internacional; Cuca, o Cruzeiro pelo Atlético Mineiro; Antônio Lopes, o América Mineiro pelo Atlético Paranaense, Joel Santana…

E os caras ainda reclamam da vida – ô, raça, né não?